OUTUBRO ROSA - FISIO PRIME
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, sendo o segundo tipo mais frequente no mundo. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa para o ano 2014 é de 57.120 novos casos.
Os sintomas mais comuns são: alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspecto semelhante à casca de laranja e secreção (transparente, rosada ou sanguinolenta) no mamilo. Há, ainda, o sintoma do câncer palpável, que se apresenta como um nódulo no seio, acompanhado ou não de dor mamária, podendo, também surgir nódulos palpáveis na axila.
Os fatores predisponentes ao aparecimento do câncer de mama são:
-Histórico familiar de câncer de mama (mãe e irmã) ou que tiveram câncer de ovário;
-Menarca precoce – primeira menstruação antes dos 12 anos;
-Menopausa tardia – fim da menstruação após os 55 anos;
-Nuliparidade – mulheres que nunca tiveram filhos;
-Primeira gravidez após os 30 anos;
-Ingestão de álcool e tabagismo;
-Maus hábitos alimentares e obesidade.
O diagnóstico do câncer de mama pode ser feito pelo exame clínico ou pela mamografia, que é obrigatória para as mulheres entre 40 e 69 anos de idade. Outros exames podem ser solicitados pelo médico especialista para auxiliar no diagnóstico ou mesmo para verificar o estadiamento da doença, caso o diagnóstico seja positivo.
Os tratamentos para o câncer de mama podem ser clínicos ou cirúrgicos. O tratamento clínico envolve vários tipos de medicamentos chamados quimioterápicos e hormonioterápicos. O tratamento cirúrgico envolve as abordagens conservadoras, aquelas que preservam a mama e as radicais - conhecidas como mastectomias. Além disso, existe a radioterapia que deve ser empregada na sequência do tratamento cirúrgico, conservador ou em casos específicos de câncer avançado.
Em grande parte dos casos, os linfonodos da axila são comprometidos pelo câncer de mama, em função da via de circulação linfática. Com isso, podem ocorrer algumas complicações, como o linfedema.
Linfedema é um tipo de inchaço (edema) que acomete uma parte do corpo decorrente do acúmulo anormal de líquidos e substâncias, especialmente
proteínas, nos tecidos, resultante do fraco funcionamento do sistema linfático de drenagem.
O tratamento oncológico, seja cirúrgico e/ou clínico, pode eventualmente causar o linfedema. Uma das principais causas de seu aparecimento é a retirada de linfonodos em cirúrgias oncológicas; a radioterapia também é um fator de risco para o surgimento do linfedema. Outros fatores podem influenciar o aparecimento do linfedema, como: obesidade, limitação de movimentos e complicações cirúrgicas.
A fisioterapia tem papel fundamental na equipe multidisciplinar, que irá orientar e tratar as pacientes que apresentarem complicações decorrentes do tratamento oncológico, especialmente do linfedema, como também das cirurgias reconstrutoras mamárias. O tratamento fisioterapêutico consiste em orientações à paciente quanto aos cuidados com a pele, exercícios e auto-massagem; a terapia complexa descongestiva, a cinesioterapia e a drenagem linfática manual são parte do tratamento realizado pelo fisioterapeuta, especialmente para o linfedema.
”Outubro Rosa: a Fisioterapia em Oncologia abraça essa causa. Previna-se!”
Por Mariane de Castro C. Abud
Fisioterapeuta Especialista em Oncologia Pré e Pós Mastectomia



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